Bem, depois de muito tempo sem mandar notícias, estamos de volta! A vida aqui está entrando na rotina e as coisas já estão deixando de ser novidade. Por exemplo, hoje mesmo o Pablo pediu – conscientemente – uma sobremesa de feijão preto doce (muito doce mesmo!) com leite de coco. E ELE GOSTOU! É possível que o nosso paladar esteja sendo alterado pela pimenta da comida local... O acarajé “quente” das baianas de Salvador já não deve mais fazer efeito pra nós.
Outra coisa que também já nos acostumamos é de ver mulheres de burka andando por aqui. Na verdade, não só nos acostumamos com a burka, como também com o “burkini” – a versão biquíni das burkas. Colocamos umas fotos deste traje de banho no Picasa, não deixem de ver!
Os costumes locais pitorescos também já estão deixando de ser estranhos pra gente. Fazer xixi agachado nos banheiros públicos, comer arroz e frango ensopado no café-da-manhã, ouvir os arrotos dos motoristas de taxi – enquanto estamos dentro do taxi com ele, de vidros fechados – já não nos surpreendem mais. Ah, soltar pum, tirar meleca do nariz e limpar os dentes com as unhas (compridas, geralmente) são hábitos comuns, especialmente dos chineses (sem preconceito). A única coisa que ainda temos que aprender é comer com as mãos. A Dani até tentou, durante um almoço em um restaurante típico indiano que fomos em Cingapura, mas os padrões de higiene ocidentais não permitiram. E descobrimos que comer com a mão não é tão simples quanto parece. Os indianos e outros povos que comem sem talher têm várias técnicas! Por exemplo, os dedos não entram dentro da boca, você tem que empurrar a comida com o polegar, tem que mexer bastante o arroz, pra ele se misturar com os molhos e com os vegetais, etc, etc, etc. Bem, vamos tentar aprender e depois, quem sabe, podemos fazer uma demonstração pra quem quiser.
Durante esse tempo de sumiço, visitamos Cingapura e Jacarta. Em Cingapura, fomos na roda gigante realmente gigante (dá pra ver algumas ilhas da Indonésia no fundo) e no circuito de Fórmula 1, visitamos um templo hindu e tentamos entra em uma mesquita, mas nossos trajes não eram apropriados... De qualquer forma, tiramos uma foto da entrada, com uns homens locais vestidos de “forma apropriada”. Já em Jacarta... Não vimos nada de interessante que valesse uma foto. A cidade é horrível, super pobre, com as ruas caindo aos pedaços, sem calçamento. As únicas coisas que tiramos foto foram a tempestade chegando, que deixou o céu cinza, e da sinalização de Meca, no teto do quarto do hotel. Aliás, essa seta, apontando pra Meca, é colocada no canto de cada quarto de hotel, perto da janela, para que os muçulmanos possam saber pra que direção eles devem se ajoelhar pra rezar. Pra quem não sabe, os muçulmanos rezam 5 VEZES POR DIA, todos os dias, em horários pré-determinados. Quando vão rezar, eles têm que se ajoelhar e abaixar a cabeça na direção de Meca. Por causa disso, todos os shoppings, postos de gasolina, centros comerciais, etc. têm um local de reza. Ah, não um, mas DOIS locais de reza, porque as mulheres rezam em local separado dos homens, claro. Mas essa parte de cultura vai ficar pra próxima postagem, aguardem!
Beijos e abraços
OBS: As fotos novas estão nos álbuns “Curiosidades”, “Experiências Gastronômicas”, “Dicionário Visual” e “Cingapura e Jacarta”.
Dani, adaptada à Malásia, e levando sua mãe para o mesmo caminho
Thursday, May 7, 2009
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Excelente!
ReplyDeletePablo, já estás sabendo que Adriano, o IMPERADOR, é do Mengão, né?
E, pior, parece que o Ronaldinho Gaúcho está sendo sondado (risos).
Abraços ao casal,
Alfredo